Hospital Infantil Sabará

Oncopediatria
(Oncologia Pediátrica)
Tratamento do câncer infantil

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O câncer infanto-juvenil é considerado raro e corresponde entre 1% a 3% de todos os tumores malignos nas populações. Esses tumores crescem rapidamente, são mais invasivos, respondem melhor ao tratamento e são considerados de bom prognóstico. As taxas de cura variam entre 62% e 77% nos Estados Unidos e Europa. Estima-se que no Brasil, no ano de 2010, ocorreram cerca de 9.386 casos novos de câncer em crianças e adolescentes até aos 18 anos (Estimativa de Câncer 2010 - INCA).


A leucemia aguda é o tipo mais frequente de câncer infantil e corresponde entre 25% a 35% de todos os tipos. A Leucemia Linfoide Aguda (LLA) é a mais comum, corresponde a 75% dos casos, sendo mais frequente em crianças entre 2 a 5 anos. A Leucemia Mielóide Aguda (LMA) corresponde a 20% das leucemias na infância, sendo mais comum em menores de 1 ano e em maiores de 10 anos. Os sintomas mais frequentes das leucemias são: palidez, febre prolongada, sangramentos gengivais, hematomas, aumento de gânglios (ínguas) e dores ósseas. O tratamento da leucemia na oncopediatria é realizado exclusivamente com quimioterapia na maioria dos casos. Atualmente, as taxas de cura estão ao redor de 80%.

Os tumores cerebrais estão em segundo lugar em termos de incidência e acometem principalmente crianças menores de 15 anos, com um pico na idade de 10 anos. Os sintomas mais comuns são: dores de cabeça que aumentam a intensidade progressivamente, vômitos, alterações de equilíbrio, convulsões, mudanças de humor e personalidade e alterações visuais. O tratamento dos tumores cerebrais na oncopediatria são: neurocirurgia na maioria dos casos adicionado a quimioterapia e/ou radioterapia em partes dos casos.

Os linfomas correspondem ao terceiro tipo de câncer mais comum em países desenvolvidos. Eles se dividem em dois grandes grupos: (1) linfomas de Hodgkin e (2) linfomas não Hodgkin. Os sintomas dos primeiros se dá pelo aumento dos gânglios (ínguas), especialmente no pescoço, axilas e outros locais, acompanhado de febre, sudorese e emagrecimento em parte dos casos. Os linfomas não Hodgkin podem apresentar aumento de gânglios, além de tumores abdominais. O tratamento do linfoma de Hodgkin está baseado no uso de quimioterapia e radioterapia. Os linfomas não Hodgkin são tratados, na maior parte dos casos, exclusivamente com quimioterapia. As taxas de cura são elevadas.

Os neuroblastomas são tumores do sistema nervoso simpático, acometem principalmente crianças com menos de 7 anos. Os locais mais comuns são abdome, tórax, pescoço e próximo da coluna vertebral. Os tumores podem se disseminar para o fígado, ossos e a medula óssea. A presença de tumoração abdominal e dores nos ossos são os sintomas mais frequentes. Os tumores localizados próximos à coluna vertebral podem causar fraqueza nas pernas, dor e perda do controle da eliminação de fezes e urina, podendo causar paralisia definitiva se não for diagnosticado rapidamente. Os neuroblastomas são tratados com cirurgia e quimioterapia. Em alguns casos, está indicado radioterapia e transplante de medula óssea.

O tumor de Wilms nasce no rim, sendo tumor renal mais frequente na infância. Geralmente acomete crianças de até 10 anos de idade, manifestando-se como uma massa abdominal. Em alguns casos a criança pode também apresentar sangue na urina, dores abdominais e pressão alta. O tratamento envolve quimioterapia e cirurgia. A radioterapia pode ser utilizada em casos selecionados. Atualmente, cura-se 90% das crianças portadoras do tumor de Wilms.

Os sarcomas de partes moles são tumores que podem ocorrer em músculos, articulações e gordura, dentro de cavidades como o abdome, a pelve e o tórax. Acometem crianças, adolescentes e adultos. Os sintomas mais freqUentes são de aparecimento de tumorações de aumento progressivo e dor local. Os sarcomas podem também surgir na cabeça, no pescoço, na área genital, nos braços e nas pernas. O tratamento dos sarcomas na oncopediatria é realizado, em geral, com cirurgia e quimioterapia. Em casos selecionados a radioterapia pode ser empregada.

Os tumores ósseos apresentam dois tipos mais comuns: osteossarcoma e tumor de Ewing. O primeiro acomete ossos longos, sendo o local mais comum à região do joelho, especialmente em adolescentes. O segundo acomete ossos chatos como a bacia, costelas e escápula. Tanto crianças quanto adolescentes podem ser acometidos por tumores de Ewing. O tratamento é baseado em cirurgia e quimioterapia. Os tumores de Ewing também podem necessitar de radioterapia. Na maioria dos casos, há a possibilidade de evitar amputação e preservar o membro acometido.

O retinoblastoma é um tumor ocular que é responsável por cerca de 2% a 4% dos tumores infantis. Os tumores podem surgir nos primeiros meses de vida e raramente acometem crianças acima dos 5 anos de idade. O retinoblastoma pode ser hereditário e acometer ambos os olhos. Crianças com história familiar devem ser examinadas por oftalmologista do nascimento até os 5 anos de idade para ser realizado diagnóstico precoce. O principal sintoma é um reflexo brilhante no olho doente, parecido com o brilho que apresentam os olhos de gato. O estrabismo e a dor nos olhos também podem ser sintomas. O tratamento de tumores pequenos pode ser feito com métodos especiais na oncopediatria, que permitem que a preservação da visão. Nos casos avançados, o olho pode precisar ser retirado e a criança pode precisar de quimioterapia e/ou radioterapia.

Os tumores de células germinativas são raros na infância, podendo acometer o ovário e testículos, além de poder surgir no cérebro, tórax, abdome e na pelve. Os tumores de ovário podem causar dores abdominais e puberdade precoce. Nos meninos, o sinal mais comum é o aumento da bolsa escrotal. O diagnóstico é feito na cirurgia em que se retira o tumor. O tratamento é realizado com cirurgia e quimioterapia.


Como suspeitar do câncer infantil?


Os sintomas do câncer nas crianças são inespecíficos. Os principais sinais de alerta são:
Palidez, febre, fraqueza, dores nos membros, massas palpáveis, gânglios, reflexo esbranquiçado do olho, protusão do globo ocular, cefaléias que não desaparecem com analgésico, manchas arroxeadas pelo corpo, presença de sangue na urina.


Como é o tratamento?


As três principais abordagens no tratamento do câncer na oncopediatria constam da quimioterapia, radioterapia e cirurgia.

A quimioterapia consta de medicações por via oral, intramuscular e endovenosa. Essas medicações destroem as células do câncer e impedem que elas se multipliquem. Infelizmente, as outras células também são atingidas, o que provoca efeitos colaterais, indicado na maioria dos tumores pediátricos.

A radioterapia é o tratamento em que se usa radiação ionizante direcionado ao tumor. Está indicada para poucos casos, habitualmente em tumores avançados. Modernas técnicas de radioterapia na oncopediatria minimizam os efeitos colaterais.

Para tumores sólidos, a cirurgia é parte essencial para diagnóstico e tratamento. Significativamente as sequelas. A laparoscopia é indicada para muitos casos. As técnicas cirúrgicas têm se aprimorado, reduzindo significativamente as sequelas. A laparoscopia é indicada para muitos casos.

Transplante de Medula Óssea consta de uma modalidade de tratamento, na qual são empregadas altas doses de quimioterapia nas quais suprimem a atividade da medula óssea original, que será substituída por outra, originária de um doador. Esse doador poderá ser o próprio paciente (autólogo) ou outra pessoa com medula compatível (alogênico).

Missão da equipe: promover a cura através do tratamento de excelência à criança e o adolescente com câncer.

Visão da equipe: tornar-se o centro de referência nacional no tratamento multidisciplinar da criança e do adolescente com câncer.

Entre em contato.

Quem somos - Equipe Dra. Beatriz de Camargo


Uma equipe médica especializada em oncologia-hematologia pediátrica composta por:


Prof. Dr. Beatriz de Camargo


Faculdade de Medicina: Faculdade de Medicina de Santo Amaro
Ano de Formatura: 1978
Residência Médica: Hospital A. C. Camargo: 1979/1982


Pós-graduação:
- Doutorado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - 1996
- Livre Docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - 2004


Titulos:
Especialista em Oncologia Pediátrica pela Sociedade Brasileira de Cancerologia e Sociedade Brasileira de Pediatria


Atividades:
Coordenadora do Grupo Cooperativo Brasileiro para Tratamento do Tumor de Wilms
Docente do curso de Pós-graduação da Fundação Antônio Prudente e da Universidade de São Paulo
Pesquisadora do Instituto Nacional do Câncer - Ministério da Saúde


Sociedades Associadas:
Societe Internacionale de Oncologie Pediatrique (SIOP)
Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica
Sociedade Brasileira de Pediatria
American Society of Clinical Oncology


Dra. Maria Pizza


Faculdade de Medicina: Faculdade de Medicina de Mogi das Cruzes
Ano de Formatura: 1979
Residência Médica: Pediatria Oncológica no Hospital A.C. Camargo Instituto Central - Fundação Antônio Prudente: 1980/1983


Pós-Graduação:
Mestrado: Faculdade de Ciência Médicas da Santa Casa de São Paulo - Mestre em Medicina - Área de Concentração em Pediatria - 1996
Doutorado: Faculdade de Ciência Médicas da Santa Casa de São Paulo - Doutor em Medicina - Área de Concentração em Pediatria - 2007


Títulos:
Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria - 1984
Especialista em Oncologia Pediátrica pela Sociedade Brasileira de Cancerologia - 1996
Hematologia e Hemoterapia pela Sociedade de Hematologia e Hemoterapia - 2007


Atividades:
Membro do Comitê de Hematologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Médica Onco-hemato Infantil. Assistente do Departamento de Pediatria da Santa Casa de São Paulo
Médica Instrutora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo


Sociedades Associadas:
Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica
Sociedade Brasileira de Pediatria


Dr. Gustavo Ribeiro Neves


Faculdade de Medicina: Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Ano de Formatura: 1998
Residência medica:
Pediatria - UNICAMP: 2000/2002
Hospital A. C. Camargo: 2002/2005


Pós-graduação:
Mestrado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - 2010


Títulos:
Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria
Especialista em Oncologia Pediátrica pela Sociedade Brasileira de Cancerologia e Sociedade Brasileira de Pediatria


Atividades:
Diretor pelo Departamento de Oncologia Pediátrica do Hospital do Câncer Infantil de Sorocaba- GPACI
Responsável Técnico pelo Serviço de Quimioterapia do Hospital UNIMED de Sorocaba


Sociedades Associadas:
Societe Internacionale de Oncologie Pediatrique (SIOP)
Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica


Dra. Maria Lucia Pinho Apezzato


Faculdade de Medicina: FMUSP
Ano de Formatura: 1994
Residência Médica:
Cirurgia Geral - HCFMUSP (1995 a 1997)
Cirurgia Pediátrica - Instituto da Criança - HCFMUSP (1997 a 2000)


Pós-graduação:
Doutoranda pela Disciplina de Cirurgia Geral da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo


Títulos
Especialista em Cirurgia Pediátrica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Pediátrica


Sociedades associadas:
Sociedade Brasileira de Cirurgia Pediátrica
Associação Brasileira de Transplante de Órgãos e Tecidos


Dr. Robenilson A. Souza


Faculdade de Medicina: Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Ano de Formatura: 1999
Residência Médica:
Clinica Medica pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP: 2000/2001
Hematologia e Hemoterapia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP: 2001/2003
Transplante de Medula Óssea pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP: 2003/2004


Pós-graduação: Administração pela Fundação Getúlio Vargas - 2007/2010


Títulos:
Especialista em Hematologia e Hemoterapia pela Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia


Sociedades Associadas:
Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia
Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea


Atividades:
Coordenador da Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital UNIMED de Sorocaba


Nossos parceiros?

Devido à sua raridade, os oncologistas pediátricos trabalham em regime de cooperação. Temos parcerias com:

  • Grupos Cooperativos Brasileiros da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica
  • Children's Oncology Group nos Estados Unidos da América do Norte
  • Grupos Internacionais filiados a Societé Internacionale de Oncologie Pediatrique (SIOP)
  • SIOPEL Childhood Liver Tumours Strategy Group
  • Renal Tumour Study Group - RTSG - SIOP
  • Hospital Osvaldo Cruz, Serviço de Radioterapia
  • Cure4Kids do St. Judes Children's Research Hospital (Cancer Research)
Entre em contato.
Sabará Hospital Infantil. Av. Angélica, 1987 - Higienópolis. São Paulo, SP - Telefone: (11) 3155-2800